Quando alguém me pergunta qual ação vai subir, eu penso em outra coisa: quais empresas eu nem deveria estar analisando?

Há muita empresa na bolsa. Eu não preciso ter uma opinião sobre todas.

Começo pelo setor. Procuro margens altas, uma atividade essencial e pouca dependência de grandes ciclos. Se não passar nos três critérios, paro ali.

Uma empresa pode ser famosa, recomendada e estar na carteira de alguém que eu admiro. Continua precisando passar pelo filtro.

Minério de ferro é um bom exemplo. É importante para a sociedade e pode dar margens altas. Mas tem ciclos longos. Eu não tenho estômago para ficar anos esperando a virada.

Outro investidor pode ter. Eu conheço esse limite em mim.

Depois olho para a empresa. Ela lucra com consistência? Cresce?

Não me impressiona um trimestre bonito cercado de prejuízos. Quero olhar a sequência. Um mês em que você gastou mais do que ganhou é uma coisa. Fazer disso um hábito é outra. Essa diferença também merece atenção numa empresa.

Por último, olho para o que ela já atravessou. Crises, governos, mudanças na economia. Se duas empresas passaram pelos critérios anteriores, dou mais peso à que já demonstrou capacidade de sobreviver a contextos diferentes.

Não basta ser antiga. Ela precisa continuar sendo uma boa empresa.

É assim que reduzo minhas opções. Setor, resultados, resiliência. Nessa ordem.

O problema começa quando alguém se encanta com uma ação e só depois procura um método que autorize a compra. Um critério atrapalhou? Abre uma exceção. Outro também? Abre mais uma.

No fim, qualquer empresa passa.

Faça um teste com uma ação da sua carteira. Escreva por que escolheu aquele negócio. Sem citar o influenciador que recomendou. Sem dizer apenas que vai valorizar.

Você consegue explicar como a empresa ganha dinheiro, por que gosta daquele setor e o que sustenta sua confiança nela?

Se não consegue, fique nessa pergunta um pouco. Antes de procurar outra ação.

Na Mentoria CCZ, trabalho essa autonomia para você decidir com os próprios critérios.

As ideias aqui representam a visão pessoal do autor. Não são recomendações de investimento ou de saúde e não substituem orientação profissional individualizada.

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Comentários

2 respostas a “Escolher ações começa por eliminar”

  1. […] sobre os filtros que uso para escolher empresas. Eles me ajudam a descartar opções antes de gastar tempo comparando […]

  2. […] perguntas se conectam aos filtros que uso para eliminar empresas antes de escolher ações. Elas não garantem que uma compra dará certo. Apenas tornam mais difícil comprar primeiro e […]

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