Faltavam R$ 3. Comprei seis ações e segui meu dia

Eu tinha R$ 141 na conta. Quase dava para comprar sete ações do Banco do Brasil. Faltavam cerca de R$ 3.

Eu poderia ficar esperando a cotação cair mais um pouco. Comprei seis ações, por aproximadamente R$ 123, e segui meu dia.

Esse aporte fazia parte da minha experiência de investir R$ 100 por mês em ações. Os R$ 141 eram a soma do dinheiro novo com o saldo acumulado. O valor pequeno era proposital: queria mostrar o processo de aportar, acompanhar as empresas e repetir.

Naquele momento, minha carteira tinha Porto Seguro, Banco do Brasil e Taesa. Banco do Brasil era a posição mais abaixo do meu preço médio. Foi para ela que direcionei o aporte, seguindo o critério daquela estratégia.

Não dividi o dinheiro em três partes apenas para comprar um pouco de cada.

Minha decisão começou antes de abrir o aplicativo. Primeiro escolhi as empresas nas quais queria permanecer por bastante tempo. Só depois usei as oscilações entre elas para decidir onde colocar o dinheiro novo.

O percentual em vermelho não substitui essa escolha. Antes dele, vêm os filtros que uso para analisar uma empresa. Comprar porque caiu, sem entender o negócio, é outra decisão.

Dois dias antes, Porto Seguro também estava no negativo. Quando voltei ao aplicativo, já estava positiva. Eu não tinha acompanhado a notícia que explicava a mudança. Não precisava descobrir cada motivo da oscilação para executar o aporte.

É fácil transformar uma compra pequena num trabalho enorme. Procurar a ação da semana, ouvir mais uma opinião, esperar alguns centavos, voltar ao aplicativo. O dinheiro continua parado enquanto a atenção vai embora.

Prefiro acompanhar os negócios que escolhi. Minha disposição é de longo prazo, mas isso exige cuidado: continuar olhando para a empresa e saber por que quero ser sócio.

Naquele dia, o trabalho importante já estava feito quando apertei o botão. Eu sabia quais empresas tinha escolhido e qual regra usaria.

Os R$ 100 me permitiam praticar isso sem esperar uma fortuna. O próximo aporte não precisava de uma ideia nova. Precisava de continuidade.

Na Mentoria CCZ, trabalho essa autonomia para você pensar a própria carteira.

As ideias aqui representam a visão pessoal do autor. Não são recomendações de investimento ou de saúde e não substituem orientação profissional individualizada.

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