Três ações renderam mais que dez na minha simulação

Eu coloquei uma das crenças mais repetidas do mercado no papel: quanto mais ações, melhor será o resultado.

A simulação usou dados históricos de dez anos, aportes de R$ 1.000 todo dia 10, reinvestimento de proventos e nenhuma venda.

Comecei com dez empresas que considero boas. Para manter a carteira equilibrada, nenhuma posição poderia ficar abaixo de 5% ou acima de 15%. O dinheiro novo ia para a ação mais barata em relação ao preço médio, respeitando esses limites.

Resultado aproximado: R$ 372 mil. Foram R$ 120 mil de aportes e o restante veio da valorização e dos proventos reinvestidos.

Concentração não dispensa regra

Depois repeti a simulação com apenas Petrobras, Vale e Cemig.

Sem regra de remanejamento, o patrimônio chegou a cerca de R$ 375 mil — quase o mesmo resultado da carteira com dez ações. Mas havia um problema: quase 90% do patrimônio terminou concentrado em Cemig.

Então apliquei uma regra simples: cada posição deveria permanecer entre 15% e 45% da carteira. O resultado subiu para aproximadamente R$ 492 mil. Cerca de 30% acima da carteira com dez ações.

O ponto não é copiar essas três empresas. Também não é concluir que concentração sempre vence. A simulação olha para o passado e seus números são aproximados. Ela não prevê o próximo ciclo.

O que ela mostra é outra coisa: diversificar não substitui entendimento. Espalhar dinheiro por dez, vinte ou trinta ativos pode reduzir alguns riscos, mas também dilui decisões e multiplica o trabalho de acompanhar empresas que talvez você mal conheça.

Concentração sem critério vira aposta. Diversificação sem conhecimento vira coleção.

Eu prefiro poucas empresas que consigo entender e uma regra de remanejamento que determine onde entra cada novo aporte. Isso me dá clareza, disciplina e tempo de vida.

Na Mentoria CCZ, trabalho essa autonomia para você construir uma carteira que consiga explicar e manter.

As ideias aqui representam a visão pessoal do autor. Não são recomendações de investimento ou de saúde e não substituem orientação profissional individualizada.

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