Uma ação da minha carteira sobe e passa a ocupar mais espaço. Preciso vender um pedaço só para voltar ao percentual anterior?
Minha preferência é ajustar a distribuição com os próximos aportes. Quero continuar sócio de bons negócios sem transformar cada oscilação numa tarefa.
Para isso, uso a regra dos 50%.
Imagine uma carteira com cinco ativos e pesos iguais. A referência é 20% para cada um. Metade desse peso são dez pontos percentuais. Minha faixa de tolerância fica, então, entre 10% e 30% da carteira.
Os 50% se referem ao peso de referência. Não à valorização da ação, nem a 50 pontos percentuais.
Se uma posição passa de 20% para 21% ou 22%, não vejo motivo para correr à corretora. A margem existe justamente para permitir que os preços se movimentem sem exigir uma correção toda hora.
Se ultrapassa 30%, paro de direcionar dinheiro novo para ela e olho para as outras posições. Uma participação abaixo de 10% ganha prioridade na análise dos próximos aportes.
Na análise. Não compro automaticamente o que caiu.
A empresa precisa continuar fazendo sentido para mim. Se os motivos que me levaram a comprá-la deixaram de existir, o percentual menor não resolve isso. Uma empresa ruim não melhora porque ficou pequena na carteira.
Essa regra começa depois da escolha dos negócios. Ela me ajuda a distribuir dinheiro entre investimentos que ainda quero manter.
Também aceito que o ajuste pode demorar. Se meu aporte é pequeno perto do patrimônio, não vou corrigir os pesos de uma vez. Prefiro reconhecer esse limite a ficar movimentando a carteira para produzir uma distribuição perfeita.
Vender porque minha visão sobre o negócio mudou é uma decisão. Vender apenas porque ele cresceu dentro da carteira é outra.
Antes de aportar, olho para a participação atual, comparo com a referência e confiro se continuo querendo ser sócio. Assim, não preciso inventar uma estratégia nova a cada mês.
A planilha me ajuda a decidir para onde vai o próximo aporte. Não preciso vender uma boa empresa só para deixar os números iguais.
Na Mentoria CCZ, trabalho esses critérios para você conseguir explicar suas decisões.
As ideias aqui representam a visão pessoal do autor. Não são recomendações de investimento ou de saúde e não substituem orientação profissional individualizada.
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